JF-5 Doutor Mark

17-09-2023

Nome: Mark

Apelido dado: Doctor Mark
Idade: ----
Aparência:
Altura:  1,75
Regime alimentar:  Comum

Contenção: não

Vítimas passadas: 100+
Habilidades: 
Fraquezas:
Classe: 

Relato: Era uma noite tranquila, como tantas outras, e a casa estava mergulhada num silêncio aconchegante, quebrado apenas pelo borbulhar da sopa que fervia na panela. Kate mexia o caldo com calma, e o cheiro de legumes e temperos se espalhava pelo ar, preenchendo cada canto da cozinha com uma sensação de lar. Depois de tantos anos de confusão e mágoas, ela finalmente sentia que sua vida tinha encontrado equilíbrio. Já não vivia sob a sombra de seu antigo casamento, aquele passado turbulento havia ficado para trás. Agora, partilhava aquela casa com Ruis, o filho que era sua maior alegria, e com Matt, o homem que lhe devolvera a sensação de segurança e de futuro. Kate sorria sozinha enquanto pensava nisso. Era feliz, simples assim. Enquanto provava a sopa, satisfeita com o sabor, sentiu uma onda de paz percorrer-lhe o peito. Tudo o que queria era esse momento: uma vida comum, uma casa cheia de calor humano, e o jantar servido à mesa. Mas de repente, a paz se quebrou. Um toque leve e inesperado em seu ombro fez seu corpo inteiro estremecer. O susto foi tão brusco que a colher quase escapou de sua mão.

?????: Então fofa? 

Kate vira-se e percebe que era Matt. Ela abre um sorriso e aproxima-se mais de Matt. 

Kate: Não te ouvi a entrar. 

Matt: Nunca te contei que eu sou ninja? 

Kate: hehehehe.... 

Matt: hehehehe. 

Os dois beijam-se por alguns segundos. 

Kate: Eu vou só terminar o jantar.... o Ruis está a tomar o seu banho e já vem. 

Matt: Eu vou colocar algo mais confortável e já volto para aqui. 

Kate vira-se novamente e volta a trabalhar na sua sopa, enquanto isso Ruis passava no corredor com uma toalha na mão, ele preparava-se para tomar o seu banho. Quando Ruis abre a porta do banheiro .... 

Matt: Então rapaz.... tiveste um bom dia? 

Matt passava pelo corredor e cumprimenta o rapaz. Ruis vira-se e abre um sorriso ao ver que o seu padrasto havia chegado. 

Ruis: Foi bom.... tive um A+ no teste. 

Matt: Boa campeão, parece que alguém vai comer gelado como recompensa. 

Ruis: hehehehe..... e o teu dia como é que foi? 

Matt: Mais do mesmo.... chatices do trabalho.... nada de mais. 

Ruis: Ah... ok..... 

Matt: Antes de ires tomar banho diz-me uma coisa..... 

Ruis:..... 

Matt: Quem é que vai fazer onze aninhos para a semana que vem? 

Ruis: hehehe.... 

Matt: Já sabes o que queres? 

Ruis: Eu queria um jogo... mas acho que a mãe não vai deixar. 

Matt: Por que? É o teu aniversário, podes ter o que quiseres.... a não ser que queiras um tanque. 

Ruis: É porque eu quero um jogo de terror. 

Matt:..... E não vais ficar com medo depois? 

Ruis: Eu já vi o jogo na internet... eu não vou ficar com medo, eu juro. 

Matt: Como se chama o jogo? Eu posso tentar convencer a tua mãe. 

Ruis: És o maior Matt... 

Matt: Como é que o jogo se chama? 

Ruis: Blackwood Mount The Horror. 

Matt: Epa... é um nome assustador. 

Ruis: E é baseado em factos reais de um grupo de adolescestes que ficaram presos no topo de uma montanha. 

Matt: Eu não sou lá grande fã de terror.... 

Ruis: Bem... já posso tomar o meu banho? 

Matt: Desculpa campeão.... já sabes como eu sou, quando começo a conversar não me calo. 

Ruis: hehehe não faz mal.  

Matt olha para Ruis como se fosse o seu próprio filho e dá um sorriso antes de se virar e andar até ao seu quarto. Ruis entra na casa de banho e fecha a porta. Enquanto isso na cozinha Kate colocava a mesa, ela trazia os talheres e colocava os pratos com sopa em cima da mesa. Kate desliga o fogão e coloca os copos e o sumo de laranja em cima da mesa. Tudo estava pronto para a hora de comer, agora Kate tinha apenas de esperar para que os outros dois chegassem. Ela vai até a sala e aproveita para regar as suas plantas, uma por uma Kate ia regando-as. Kate ouve alguém a descer as escadas e logo se vira para as mesmas. Matt já mais confortável desce as escadas com um sorriso no rosto e diz.... 

Matt: Tu e as tuas plantas. 

Kate: Tens ciúmes? 

Matt: Bastantes hehehe. 

Kate: Eu não te mereço hehehe. 

Matt aproxima-se de Kate e diz..... 

Matt: Kate..... 

Kate: Matt... 

Matt: Temos de falar sobre algo bastante sério. 

Kate: Opa... assim do nada? 

Matt: Eu sei que é uma mudança de conversa repentina mas é muito importante.  

Kate: É sobre o Mark? 

Matt: É....    

Kate: Por amor de Deus Matt.... 

Matt: Deixa-me apenas- 

Kate: Nós já falamos sobre isso uma dezenas de vezes. 

Matt: Temos mesmo que conversar acerca dele- 

Kate vira-se e começa a ir embora da sala mas Matt agarra-a no braço. 

Matt: Aquele cara é um psicopata e ele sabe onde vivemos. 

Kate: Já disse que não nos vamos mudar. Faço isso pelo o Luis ele sempre viveu aqui e ele já perdeu o pai não vai perder o lugar onde ele cresceu. 

Matt: Kate, não estás a pensar direito.... ele matou um homem e é suspeito de ter matado mais de dez. 

Kate puxa o seu braço desprendendo-se de Matt e volta a andar. 

Kate: Não vou deixar que ele estrague ainda mais a vida do meu filho.... 

Kate vai embora da sala lentamente. 

Matt: Kate...... 

Matt fica lá na sala parado e a pensar. Já não era a primeira e nem a segunda vez que Matt e Kate tinham essa conversa mas em todas as vezes Kate ficava chateada e ia embora. Matt parecia irritado e a ideia de comprar um arma começava a pairar sobre sua cabeça. Para Matt viver naquele local era viver em constante perigo e ele não intendia como Kate não conseguia ver isso. Matt vai até a cozinha e enquanto isso Kate subia as escadas para ir ao banheiro. Matt anda até ao lavatório e liga a torneira, ele enche um copo de água e o bebe de uma só vez. Matt não gostava de confrontar Kate e sempre que o fazia ele ficava de garganta seca. Kate anda até ao banheiro do seu quarto e olha para si mesma no espelho, ela percebia o que Matt dizia e se não fosse por Ruis ela até aceitaria se mudar, mas ela sentia que perder o pai já era mau o suficiente e não deixariam que o seu filho perdesse o local onde ele cresceu a sua vida toda. Foi quando um grande estrondo ocorre do lado de fora da casa. Kate não havia ouvido mas Matt até se arrepiou de susto. Matt corre para a sala para olhar pela janela e ao espreitar ele vê uma carrinha branca com o alarme a apitar repetidamente. Matt percebe que havia algo no seu quintal, parecia que alguém estava-o a encarar pelo lado de fora. 

Matt: Kate..... KATE.... 

Kate não ouvia Matt a chamar por ele e continuava dentro da casa de banho a apenas observar a sua própria face e perguntar-se se Matt tinha razão no que dizia. Matt decide ligar ao 911 mas ao pegar no seu celular ele percebe que estava sem bateria.  O coração de Matt começava a apertar e a possibilidade de ser o ex da sua namorada começava a assustar Matt profundamente. Ele corre para o telefone de casa para ligar ao 911. Matt chama ao 911 mas apenas o som de *piiiiiiiii era escutado. Matt olha para o telefone com confusão, como seria possível o telefone de casa não estar a funcionar justo neste momento ? Matt volta a olhar pela janela e ainda estava lá o homem parado apenas a olhar para a porta de entrada. Naquele momento a carrinha já havia parado de apitar. Ele volta a tentar ligar para a policia pelo telefone de casa mas o mesmo que havia acontecido antes voltava a ocorrer novamente. 

Matt: KATE..... 

Matt decide subir as escadas para ligar á policia pelo celular dela mas assim que coloca o pé no primeiro degrau ele ouve a porta da entrada a abrir. Matt engole seco, como seria possível terem aberto a porta sendo que ela estava tranca? Matt recua e vai até a cozinha buscar uma faca, ele pega a maior faca e vira-se em direção á porta. 

Matt: KATE, RUIS FIQUEM AÍ EM CIMA! 

Matt* Não..... eu estava a falar disto acontecer ainda a pouco com a Kate...... esta merda é real.... se for o Mark eu vou ter que mata-lo e se for o assaltante eu também terei que mata-lo mas do fundo do meu coração eu espero que seja apenas um assaltante.  

Matt anda lentamente em direção a porta, ele tomava todo o cuidado para não fazer qualquer tipo de som. A porta estava apenas um pouco aberta e mal se notava que estava aberta. Ao chegar ao pé da porta Matt abre-a lentamente e com muito cuidado. O coração de Matt palpitava como nunca, será que era tudo um mal intendo, uma partida estupida de um dos seus amigos, um assaltante ou seria Mark o mais novo psicopata que havia matado o seu colega Philip no seu local de trabalho? Isso era duvidas que pairavam a mente de Matt. Ele segurava a faca com força e decidido a acabar com aquilo tudo Matt abre a porta e lá estava ele.... o homem que estava parado apenas a observar. O homem tinha um capuz e nem se dava para ver o seu rosto. 

Matt: Vamos parar com merdas amigo.... tás dentro de uma propriedade privada, é bom que te metas a andar ou eu não vou hesitar em  usar a faca. 

?????:...... 

Matt: Eu já liguei para a policia então é bom que te metas a andar.

?????:...... 

Matt: Eu não estou a brincar, se isto for alguma espécie de brincadeira eu aviso já que eu estou a falar a sério quando digo que vou usar a faca. 

?????:...... 

Matt: NÃO VOU VOLTAR A AVISAR. 

????:...... 

Matt dá um passo a frente mas o homem não se mexe nem um milímetro. Matt forçava os seus olhos para tentar enxergar o rosto do homem mas ele simplesmente não conseguia ver. Matt dá mais uns passos na direção do homem mas novamente nada acontece. 

Matt: Não queiras ver até onde eu vou meu..... 

Na medida que Matt ia chegando mais perto ele notava algo estranho em relação ao homem, mas ele não conseguia dizer oque. O corpo de Matt estava coberto de adrenalina e ele estava preparado para reagir a qualquer coisa que pode-se vir a acontecer. Matt foi chegando mais perto e mais perto e o homem não mexia um musculo que fosse, Matt começava a perceber melhor o que era aquele homem. Ao chegar perto do homem Matt simplesmente empurrou-o com pouca força e o mesmo caiu para trás. 

Matt: Mas que merda? 

Matt percebia que aquele "homem" não passava de um manequim vestido com roupa humana. A possibilidade de ter sido apenas uma partida dos seus amigos começava a ganhar forma e o medo era trocado por relaxamento e até um certa felicidade. Matt solta uma leves gargalhadas e coloca as mãos na cabeça, lembrando-se que havia contado aos seus amigos , a uns dias atrás, que tinha medo que Mark viesse até a sua casa. Foi o maior alivio da vida de Matt e ele tinha noção que se calhar havia exagerado um pouco. Foi quando ele notou algo estranho ao lado do manequim, Matt anda em direção da pequena coisa e a pega. 

Matt: O que vem a ser isto? 

Era como se fosse uma espécie de dispositivo mas Matt não sabia para o que servia.  

????: Não toques nessa merda! 

Alguém acabava de falar com Matt e ao se virar para ver quem era ele é atingido com um bastão de metal na mandíbula. Os dentes de Matt caiem no chão e sangue é derramado pela relva do quintal da casa. Mark havia atacado Matt com tanta força que a mandíbula havia sido completamente destruída. Naturalmente Matt cai no chão, largando a faca e o dispositivo. Matt estava completamente tonto e mal conseguia raciocinar enquanto Mark apenas o observa de cima. Mark não sorria e apenas observava Matt com uma expressão séria. 

Mark: Ouvi dizer que tinhas medo que eu vos viesse visitar...... 

Matt: ( Engasga-se com o próprio sangue ao tentar responder ) 

Mark: Sabes.... quando tens muito medo e receio que algo aconteça..... aí é que vai mesmo acontecer..... n´ão penses muito apenas sente a dor..... sente como ela se espalha..... 

Mark agarra firmemente o bastão e volta a atingir Matt na mesma região, destroçando-a ainda mais que antes. Mark larga o bastão e pega na faca de Matt e o arrasta para dentro de casa. Matt engasgava-se com o próprio sangue e ficando sem ar. Mark fecha a porta de casa lentamente enquanto Matt lutava para conseguir respirar. Enquanto isso Kate saia da casa de banho decidida a conversar melhor com Matt após o jantar. Mark apaga as luzes do andar de baixo e Matt finalmente parava de se mover pois havia perdido a sua vida. Kate anda pelo corredor e bate na porta da casa de banho onde Ruis tomava o seu banho. 

Kate: Anda lá Ruis, vamos comer. 

Ruis: Estou a sair mãe. 

Kate volta a andar e desce as escadas lentamente e percebe logo de cara que as luzes estavam apagadas. 

Kate: Matt por que apagaste as luzes? 

Kate entra na cozinha e acende logo as luzes da mesma. Kate olha em volta e ao olhar para a sala ela vê a silhueta de um homem de pé com uma faca numa mão e um bastão na outra. Kate encara aquela figura por um longo instante e o único som que se ouvia era as pingas de sangue que caiam do bastão e atingiam o chão. A garganta de Kate seca em um segundo e a adrenalina sobe por todo o seu corpo. 

Kate: mark..... ( diz com insegurança ) 

....... 

Kate:..... 

Foi então que Kate percebe uma segunda figura caída ao lado de Mark e ela conclui logo que seria Matt. Os olhos de Kate enche-se de lágrima que escorrem pelas suas bochechas. 

Kate: O que foi que tu fizeste? 

Mark: Eu andava a pensar...... por mais quanto tempo eu iria adiar isto..... 

Kate: Mark... como é que és capaz? 

Mark larga o bastão, fazendo um barulho que assusta Kate.

Mark: É a primeira vez que eu não sorriu desde muito tempo..... 

Kate: Vai-te embora! Não tens motivos para fazer isto. 

Mark: Kate, eu não me estou a rir. 

Kate:..... 

Mark: Vamos lá para cima! 

Kate olha aterrorizada para Mark enquanto ele se aproxima, tendo o seu rosto revelado pela luz da cozinha. Mark tinha uma expressão neutra no rosto demonstrando que era uma ocasião especial para ele. Mark aponta com a faca para as escada e Kate relutantemente começa a subi-las lentamente. 

Mark: Onde está o meu filho? 

Kate: E-ele... não está aqui, foi dormir na casa de um amigo. 

Mark: Tinha três pratos em cima da mesa. 

Kate:..... O que tu queres seu.....? 

Mark e Kate sobem as escadas até chegarem no segundo andar da casa. Kate suava como nunca e a mente dela sucumbia aos pensamentos de horror. Ao andar pelo corredor Ruis diz.... 

Ruis: Já me estou a secar, só mais um minuto. 

Mark ao ouvir aquilo olha para a porta da casa de banho mas ignora-a e apenas passa por ela em direção ao quarto de Kate. Ao chegarem no quarto Kate diz.... 

Kate: Faz o que quiseres comigo, apenas deixa o Ruis fora disto. 

Mark:..... 

Kate: Eu sei o porquê de estares aqui.... 

Mark: É para poderes acabar com todas as testemunhas não é? 

Mark:...... 

Kate: Já não vens a tempo.... já dei o meu depoimento então se te quiseres vingar... eu estou aqui mas o Ruis...... o Ruis recusou-se a depor contra o próprio pai, ele é um bom garoto..... deixa-o fora disto. 

Mark que estava do lado de fora do quarto apenas fecha e tranca a porta do quarto e vai em direção da casa de banho. 

Kate: NÃO...NÃO SEU DESGRAÇADO.... FILHO FOGE! 

Kate batia na porta com toda a sua força mas nada adiantava. Mark anda em direção da porta da casa de banho, que se abre pois Ruis saia já vestido com o seu pijama da casa de banho. Ruis sem perceber o que a mãe dizia... 

Ruis: O que mã- 

Foi então que Ruis nota o seu pai a andar na sua direção a poucos metros de si. 

Ruis: Pai? 

Mark agarra o braço da criança e o leva em direção ao quarto. Ruis olhava confuso e até um pouco assustado para Mark. Ele agarra firmemente no braço do seu filho que começava a cair na realidade. 

Ruis: O que estás aqui a fazer pai? Estás a magoar-me..... 

Mark destranca a porta do quarto e joga Ruis lá para dentro. O rapaz corre logo para os braços da sua mãe e Kate agarra-o com força. 

Kate: Ok...ok meu filho a mãe está aqui. 

Mark entra no quarto e fecha a porta e assim que ele ouve a porta a fechar um sorriso perturbador se abre no seu rosto. 

Mark: Peço desculpa eu estava mesmo a tentar manter a postura.... mas não consigo me conter. 

Ruis: Pa-pa-pai- 

Kate: Mark.... apenas vai embora, por favor. ( diz chorando )

Mark: Vá lá não fiquem tão tensos, afinal este é um grande reencontro. 

Mark Aponta com a faca para um canto do quarto. 

Mark: Vão para aquele cantinho, eu quero me sentar na cama. 

Kate olha com ódio e lágrimas nos olhos para Mark e após alguns instantes ela levanta-se e leva consigo Ruis. Mark anda em direção da cama e senta-se na beira da mesma. Kate e Ruis agora estavam de pé e a mãe protegia o seu filho com os seus braços. O quarto estava escuro, apenas iluminado pela luz azulada da lua. 

Mark: Estás errada.... 

Kate:.... 

Mark: Eu não ligo para a policia e nem para aquilo que os contaste, o homem que uma vez conheceste já não existi. 

Mark parece um pouco pensativo por uns instantes e até coloca levemente a ponta da faca no queixo e então diz..... 

Mark: Não..... eu sou aquele que conheceste, a verdade é que este sempre foi eu.      

Kate: Não...não tu não eras assim, não eras este monstro. 

Mark: Eu também pensava isso por bastante tempo, mas chego a conclusão que este sempre foi eu, apenas quebrei as correntes. 

Kate:..... 

Mark: Então Ruis? O pai está aqui. 

Ruis apenas afunda a sua cara nas costas da sua mãe. 

Kate: Não tens o direito de falar com ele, o Matt tinha razão nós devíamos ter ido embora á muito tempo. 

Ruis: Não ia adiantar..... a não ser que vocês fossem para outro planeta eu iria sempre vos encontrar. Esse Matt... é bom rapaz mas é muito frágil também. 

Ruis desata-se a chorar. 

Kate: Seu monstro.... 

Mark: Eu vim aqui por uma coisa simples.... 

Kate:.... 

Mark: Vocês são os únicos que ainda me fazem pensar no passado e.... isso me dá nojo de mim mesmo. 

Kate: VAI PARA O INFERNO. 

Mark: KATE.... eu ainda vou fazer coisas geniais eu juro mas para isso sacrifícios devem ser feitos. 

Kate: VAI EMBORA! 

Mark: Isso é muito egoísmo, eu vou revolucionar tudo o que tiver para revolucionar. Hahahaha para quem dizia que eu era mais um cientista que já havia perdido o seu talento, vão ver doque que eu sou realmente capaz. 

Kate:.... 

Mark: EU NÃO SOU SÓ A MERDA DE UM CIENTISTA...... eu também sou muito bom na engenharia, sempre foi.

Kate: O que foi que te tornaste? 

Mark: SUA PUTA, EU JÁ DISSE QUE SEMPRE FOI ASSIM..... 

Kate:.... 

Mark: Peço desculpa, nunca tive tão emocional como agora. 

Kate:...... 

Mark levanta-se da cama e dá uns passos em direção de Kate e Ruis. Ao ver isso eles dão passos para trás. 

Mark: Não têm que ter medo, estamos entre família. 

Ruis agarra as costas da Mãe com força enquanto fecha os olhos. Mark continua a avançar lentamente até que Ruis e Kate encostam na parede e não têm mais como ir para trás. 

Mark: Obrigado.... 

Kate:..... 

Mark: Eu realmente amei-te.... 

Kate: Tu- 

Mark espeta a faca na barriga de Kate fazendo sangue jorrar para o chão. Ruis chora descontroladamente enquanto vê a sua própria mãe a ser morta na sua frente. Mark puxa a faca e logo em seguida volta a esfaquear a mulher. Foi então que a chuva chegou tornando o clima ainda mais assustador para Ruis. A chuva caia fortemente e batia na janela do quarto constantemente. Sangue escorre da boca de Kate e logo em seguida ela cai mas Mark a agarra antes dela cair. Ele a coloca cuidadosamente no chão e antes de se levantar novamente ele dá uma festinha na bochecha de Kate e dá um beijo na testa dela. Ruis chorava descontroladamente e tapava os olhos com os braços. Foi então que ele ouviu..... 

Mark: Hmm... hmm... hmm... hmm...hmm ( Era uma melodia ) 

Ruis ouvia o seu pai se levantar lentamente e ao mesmo tempo ele ouvia a canção perturbadora que ele cantava. 

Mark: Mas que noite mais chuvosa não..... ?  ( Em tom de melodia calma e baixa ) 

...... 

Mark: Porque não estás... na diversão.....? ( Em tom de melodia calma e baixa ) 

Ruis lembrava-se que era uma melodia que o seu pai cantava quando estava bêbado mas ele nunca havia intendido a letra, apenas hoje ele finalmente a intenderia. 

Mark: Te esqueceram aqui dentro, não te deixarei sozinho.... quem eu sou? Por agora apenas me chame de amigo. Já que estas perdido segue o homem de terno.... ele sabe o caminho para... o .... inferno. ( Em tom de melodia calma e baixa ) 

Ruis espreita por entre os dedos e vê o seu pai de pé a olhar fixamente para ele. Mark ao ver que Ruis olhava para si abre um sorriso leve. 

Mark: Nem me lembro onde aprendi essa melodia.... na verdade não me lembro de muitas coisas.... mas espero que tenhas gostado. Foi o meu ultimo presente para ti. 

Mark ajoelha-se em frente de Ruis que também estava no chão. Ele pega nas mão de Ruis e as afasta do seu rosto, Mark queria ver o rosto do seu filho.

Mark: Ainda estás assustado? Isso é uma grande tristeza..... 

Ruis: ( Apenas chora ) 

Mark: Eu sei que percebes que o que o pai está a fazer é algo necessário.... tu intendes o pai. A mãe pensava que era algo pessoal e o coitado do Matt pensava que eu era apenas mais um psicopata mas tu entendes-me.... sentes orgulho pelo teu pai e eu só preciso disso. 

Mark abraça Ruis e as lágrimas e ranho do filho misturam-se ao sangue. Ruis fica surpreso mas não pára de chorar nem por um segundo. 

Mark: Obrigado..... 

Mark finca a faca na barriga de Ruis fazendo mais sangue escorrer e o choro se intensificar. Mark retira a faca e esfaqueia Ruis mais 3 vezes. Mark abraçava o corpo morto do seu filho e uma lágrima escorre pelo seu rosto mesmo ele estando sorrindo. Após alguns momentos Mark levanta-se e larga a faca, ele limpa a lágrima com a mão cheia de sangue e fica mais alguns momentos apenas a observar o seu filho e ex mulher mortos. Mark parecia feliz e realmente estava, após uns minutos ele sai da casa nem se importando com os corpos e nem com as evidencias. Ele mais uma vez desaparecia na escuridão da noite e quando a policia chegou no dia seguinte ,pois vizinhos haviam denunciado sangue no quintal da casa, já não havia rastro de Mark e nem mesmo a fundação estava encarregada de assumir o caso. Mais uma vez Mark havia cometido uma atrocidade mas desta vez com a sua própria família.   

 

   

Notas: JF-5 por mais que seja um humano ele pode ser considerado uma das maiores ameaças ao mundo, pois não existe um pingo de bondade no seu coração ele é um ser com objetivos obscuros e ele diverte-se a torturar e matar as suas vitimas. Doctor Mark trabalha com a organização " A Doença ", uma organização criminosa e uma grande ameaça a fundação Juízo Final e ao mundo.  Doctor Mark conduz diversos experimentos na Doença e parece que uma das suas motivações é ver o quanto ele consegue modificar o ser humano sem que ele morra.  Doctor Mark é quem conduz o projeto In All The Place, esse projeto tem o objetivo de combinar vários organismos vivos, como fungos, plantas, animais e até mesmo seres humanos num só sujeito. Obvio que nem todos sobrevivem ao processo e acabam por morrer, mas a Doença providencia quantas vitimas forem precisas para  Doctor Mark se satisfazer. A Doença sequestra agentes e cientistas da fundação para utilizarem nesses projetos e um deles foi Tony Walker uma mente brilhante que trabalhava na fundação. Tony foi levado por agentes da Doença e foi utilizado em testes e experimentos que acabaram por lhe transformar numa criatura horrível conhecida como JF-48.  Doctor Mark não é só um cientista, ele também um engenheiro e ele é tão bom engenheiro como é cientista. JF-5 criou várias tecnologias diferentes desde armas a equipamentos de segurança. É plausível dizer que ninguém gosta de  Doctor Mark mas as suas capacidades cientificas o permitem alcançar até mesmo o topo de uma organização com a Doença.  Doctor Mark não parece ter medo de morrer e nem mesmo medo de perder tudo ou ser preso, o mesmo não tem laços com nenhum ser humano mas ele parece ter interesse num certo agente da fundação chamado Bruce Wilson.  Doctor Mark parece gostar de Bruce de uma forma destorcida e perturbadora, o agente tem nojo e ódio de  Doctor Mark mas isso parece ser o combustível que faz  Doctor Mark gostar ainda mais Bruce. A fundação já capturou  Doctor Mark duas vezes mas após invasões da Doença na instalação onde JF-5 estava contido, eles conseguiram recuperar o cientista, mas na segunda vez  Doctor Mark desapareceu e nunca foi encontrado e não se tem mais nenhum registro do mesmo.

Relatório: FUNDAÇÃO JUÍZO FINAL

RELATÓRIO TÉCNICO – ENTIDADE ANÔMALA

Código de Registro: JF-5 – "Doctor Mark"
Classificação: Hostil – Nível de Ameaça 5
Status Atual: Foragido – Afiliado à organização "A Doença"

1. Sumário

JF-5, conhecido como Doctor Mark, é um humano de altíssima periculosidade, dotado de habilidades científicas e de engenharia excepcionais. Seu perfil psicológico revela completa ausência de empatia, motivações obscuras e prazer em torturar e matar suas vítimas. É um dos principais membros e líderes operacionais da organização criminosa A Doença, representando uma ameaça significativa à segurança global e à Fundação Juízo Final.

2. Afiliação e Atividades

  • Organização: A Doença

  • Função: Cientista e engenheiro-chefe.

  • Projetos principais:

    • Projeto "In All The Place" – fusão de múltiplos organismos vivos (fungos, plantas, animais e humanos) em um único sujeito.

      • Alta taxa de mortalidade entre cobaias.

      • Requer fornecimento contínuo de vítimas, providenciado pela própria organização.

    • Desenvolvimento de armamentos, dispositivos de segurança e tecnologia avançada para uso interno da Doença.

3. Relações e Incidentes Relevantes

  • Caso Tony Walker / JF-48:

    • Tony Walker, cientista da Fundação, foi sequestrado pela Doença.

    • Submetido a experimentos conduzidos por Doctor Mark, resultando em mutação completa e transformação na entidade JF-48.

  • Relação com Bruce Wilson:

    • Demonstra interesse distorcido e perturbador no agente Bruce Wilson.

    • Bruce expressa repulsa e ódio, sentimentos que parecem alimentar ainda mais o fascínio de Doctor Mark.

4. Contenção e Fugas

  • Primeira captura: realizada pela Fundação; recuperado pela Doença em invasão coordenada.

  • Segunda captura: mesmo protocolo aplicado; Doctor Mark desapareceu durante a invasão e não foi localizado desde então.

  • Status atual: sem registros recentes de localização ou atividade direta, embora evidências indiquem atuação indireta através da Doença.

5. Avaliação de Ameaça

  • Perigos principais:

    • Conhecimento avançado em biotecnologia e engenharia mecânica.

    • Capacidade de criar anomalias e híbridos de altíssimo risco.

    • Influência dentro da Doença, com acesso a recursos humanos e materiais praticamente ilimitados.

  • Recomendação:

    • Neutralização imediata em caso de oportunidade.

    • Vigilância reforçada sobre agentes e cientistas de alto valor estratégico, visando prevenir sequestros.

Relator: Agente S. Moretti
Autorização: Diretor Regional Jonathan Hale