JF-48 "Walker"

17-09-2023
  • Nome: Tony Walker
  • Apelido dado:  Walker
  • Idade: 33
  • Aparência: Corpo híbrido entre humano e artropode, com parte superior humanóide e inferior semelhante à de um centopeia gigante. A porção inferior apresenta segmentação quitinosa, recoberta por espinhos curvos e mobilidade independente em múltiplas direções. A musculatura do tórax e dos braços é altamente desenvolvida, sugerindo força física acima da média humana.
  • ▸ Cabeça e Crânio: Crânio parcialmente exposto, com pele esticada e desgastada. Região ocular direita completamente envolta por bandagens ou tecido cicatricial; Walker é cego, com ausência de globo ocular funcional. Boca extremamente grande, contendo duas fileiras de dentes triangulares e irregulares, com estrutura dentária adaptada ao rasgo de carne e trituração óssea. Mandíbula hipertrofiada, com articulação estendida para abertura angular superior à humana.

    ▸ Membros Superiores: Braços longos, com dedos em forma de garras; presença de cinco dedos por mão, com unhas alongadas (quase 10 cm) e curvas. Articulações duplas nos cotovelos permitem movimentos não naturais e ataques de longo alcance.

    ▸ Segmentos Inferiores (Corpo Centopéico): Dezenas de segmentos reforçados com placas quitinosas, cada um com pares de apêndices espinhosos móveis. As "pernas" centopeicas permitem deslocamento extremamente veloz em qualquer direção e aderência completa a superfícies verticais ou invertidas. A cauda termina em um grande apêndice ósseo serrilhado, usado como arma contundente e perfurante.

  • Altura: 1,88
  • Regime alimentar: Carnívoro 
  • Contenção: Sim 
  • Vítimas passadas: 30+
  • Habilidades: ( Agilidade, audição, força, velocidade sobre-humana ) Capacidade de se adaptar ao dano recebido, capacidade de escalar superfícies planas, capacidade de utilizar a sua cauda como arma. 
  • Fraquezas: É cego e Danos físicos de alta potencia.

Relato: Tony Walker era um grande cientista da fundação Juízo Final, ele conduzia experimentos importantes e a sua inteligência era invejada até por outros cientistas. Ele era orgulhoso de si mesmo, mas não chegava a ser arrogante, as pessoas que conviviam com ele descreviam-no como um sujeito engraçado e agradável. Até que um dia algo terrível aconteceu. 

Walker andava pelos corredores da fundação com um grande sorriso no rosto, até porque a sua mulher havia revelado que estava grávida e eles teriam gémeos. Ele apenas queria terminar o trabalho do dia e ir para casa. Naquela altura já eram 21:30 e o seu turno era até ás 22:00. Ele chega até ao seu laboratório e se depara com a sua colega Natalia. 

Natalia: Então Tony... onde estavas? 

Walker: Foi apenas a casa de banho. 

Natalia: E não me convidaste porque?  

Walker: Tenho bons motivos. 

Natalia: Aí tens? 

Walker: Primeiramente eu sou casado, depois é completamente proibido dois funcionários terem relacionamentos amorosos. 

Natalia: Parece-me bons motivos..hahaha. 

Walker: Hehehe. Tu continuas com esses flerts e eu começo a acreditar. 

Natalia: Não fases o meu tipo. 

Walker: Todas as russas são assim? 

Natalia: Eu sou ucraniana. 

Walker: Ok tanto faz, é tudo a mesma coisa... chineses e japoneses, russos e ucranianos. 

Natalia: Idiota. 

Walker: Bem podemos começar a trabalhar, eu quero ir logo para casa. 

Natalia: Porque tanta pressa hoje? 

Walker: A minha mulher está grávida, vamos ter dois filhos. 

Natalia: Meus parabéns, aposto que tu e a Rosa vão ser ótimos pais. 

Walker: Eu não sei... eu acho que quando eles nascerem eu vou me aposentar. 

Natalia: Fazes muito bem... eu ficaria aqui sozinha, o que seria um seca e a fundação perderia um génio mas era o que eu faria também se estivesse no teu lugar. 

Walker: Mas ainda não sei... isto da fundação é o meu sonho, para não falar que eles apagariam todas as memórias deste lugar. 

Natalia:... 

Walker: Bem vamos ver o que temos aqui. 

Natalia: Sim, isso era o que eu te queria mostrar antes de ires a casa de banho. 

Walker caminhou até a mesa de laboratório, cada passo pesado com uma mistura de curiosidade e pressa para terminar o turno. Sobre a superfície metálica, repousava uma caixa de vidro coberta por um pano branco. O pano parecia comum, mas havia algo no ar um silêncio estranho, quase palpável, que contrastava com o burburinho habitual do laboratório. Com mãos trêmulas, Walker segurou as pontas do pano e começou a puxá-lo lentamente. Primeiro revelou uma borda da caixa, depois mais da superfície de vidro. Por trás, formas indefinidas pareciam se mover imperceptivelmente, como se reagissem à sua presença. Um arrepio percorreu sua espinha, mas ele não conseguia desviar o olhar. Quando o pano caiu completamente, a caixa de vidro se revelou em toda a sua grotesca clareza. Dentro dela havia algo que desafiava a compreensão: um grupo de mosquitos anómalos. O rosto que minutos antes carregava um sorriso radiante se contraiu imediatamente. Os olhos arregalaram-se, as sobrancelhas se ergueram e a mandíbula caiu ligeiramente, num misto de horror e incredulidade. Um nó apertou sua garganta, impedindo qualquer palavra por alguns segundos. Ele virou-se lentamente para Natalia, a tensão na sua postura denunciando cada fibra de medo e choque. Seus olhos buscavam respostas no rosto dela, mas encontraram apenas um olhar firme, impassível, quase clínico, que fazia o coração de Walker bater ainda mais rápido. O sorriso, a leveza do começo da noite, a alegria de pensar nos filhos que estava prestes a ter , tudo desapareceu, substituído por uma mistura sufocante de pavor, raiva e um instinto primitivo de fugir dali.

Natalia: Já viste é incrível não é? 

Walker: Tu estás doida da tua cabeça? 

Natalia: O que? 

Walker: Isto foste tu que criaste? 

Natalia: Sim, só não sei qual é o problema, eles não são perigosos. 

Walker coloca o pano em cima da caixa novamente e aproxima-se da Natalia. 

Walker: É completamente proibido a criação de qualquer tipo de organismos vivos sem o consentimento dos Fundadores.  

Natalia: Eu só... 

Walker: Cala-te que eu ainda não acabei. Tu sequer sabes o que aconteceu ao ultimo que criou uma merda destas? Era um cientista chamado Joe Carter, ele criou uma criatura amigável. A criatura não fazia mal a ninguém, a sua companhia até era agradável... sabes o que aconteceu quando descobriram? 

Natalia: Estás a assustar-me. 

Walker: Deram um tiro nos dois. NADA que não seja aprovado pelos fundadores pode ser efetuado. 

Natalia: Então o que eu faço? 

Walker: Temos que queimar. 

Natalia: O que? 

Walker: Queimar isso que tu criaste.  

Natalia: E se os outros descobrirem? 

Walker: Eles não podem. 

Walker pega na caixa, ainda com o pano em cima e começa a andar até a saída do laboratório. 

Natalia: Vais a onde Tony? 

Walker: Vou levar isto para o incinerador e tu ficar aqui! 

Natalia:.... 

Walker anda com a caixa nas mãos, os dedos apertando o vidro coberto como se temesse que a qualquer momento aquilo pudesse se soltar dali de dentro. O pano branco tremulava levemente com o seu passo apressado, e a cada vez que ele o sentia mexer, o coração dava um salto no peito. Sua respiração estava acelerada, tentando manter-se discreto, mas o suor começava a escorrer pela sua testa, denunciando a tensão que carregava. Ele forçava o rosto a permanecer neutro, escondendo o pânico atrás de uma máscara de indiferença. Os corredores da fundação eram longos, iluminados por lâmpadas fluorescentes que piscavam de vez em quando, lançando pequenas sombras dançantes contra as paredes estéreis. O som das suas próprias passadas ecoava, misturado ao zumbido distante das máquinas e conversas abafadas de outros laboratórios. Alguns cientistas cruzaram o seu caminho, mas estavam mergulhados nos próprios relatórios, pastas e tubos de ensaio. Nenhum deles levantou a cabeça tempo suficiente para notar a estranha caixa que Walker carregava com tanto zelo. Mesmo assim, ele sentia como se cada olhar fosse uma ameaça, como se a qualquer instante alguém pudesse reparar no que escondia e soar o alarme. À medida que se aproximava do setor de descarte biológico, o silêncio se tornava mais denso. O corredor que levava ao incinerador era mais frio, menos frequentado, com portas de metal reforçado que guardavam segredos que poucos ousariam questionar. A cada passo, a caixa parecia mais pesada, como se a própria anomalia lá dentro tivesse consciência do seu destino. Um leve som quase inaudível escapou por entre o pano, um zumbido breve, abafado , que fez Walker parar abruptamente, olhar em volta e prender a respiração. Ninguém. Apenas ele, a caixa, e a sensação sufocante de estar prestes a cometer algo que poderia decidir entre a vida e a morte. Apertando o passo, ele finalmente alcançou a porta do incinerador, onde se descartava tudo o que a fundação julgava perigoso demais para existir. A estrutura metálica imponente, manchada de fuligem e com cheiro de queimado impregnado no ar, parecia esperar apenas por ele. O destino do que Natalia criara estava agora a poucos segundos de ser decidido e Walker sabia que não havia volta.

Walker: Foi mais fácil do que eu esperava. 

Walker puxou a tampa pesada do incinerador. O metal rangeu alto, um som áspero que ecoou pelo corredor silencioso. Por um instante, ele hesitou. O pano ainda cobria a caixa, como se fosse uma última barreira entre ele e aquilo que Natalia havia criado. Sua mente foi inundada por pensamentos, o rosto alegre da esposa grávida, os filhos que ainda nem haviam nascido, o destino cruel de Joe Carter e da criatura que ele ousou proteger. Sem deixar espaço para dúvidas, Walker retirou o pano com um movimento brusco, revelando as formas inquietas dentro do vidro. Os pequenos mosquitos batiam freneticamente contra as paredes da caixa, como se sentissem o calor do forno logo adiante. Um zumbido coletivo preencheu o ar, penetrante, quase ensurdecedor, e por um momento Walker teve a impressão de que a vibração mexia com a sua mente, provocando tontura e náusea. Ele cerrou os dentes, abriu a porta do incinerador, e com um único gesto firme atirou a caixa para dentro. O vidro se estilhaçou contra o interior flamejante, libertando as criaturas que imediatamente foram engolidas pelo fogo. O zumbido cessou quase de imediato, substituído por estalos e o rugir das chamas devorando tudo. Fechou a tampa com força, como quem sela um segredo que jamais deveria ter existido. Respirou fundo, endireitou os ombros e enxugou discretamente o suor da testa com a manga do jaleco. A cada passo de volta ao laboratório, Walker tentava recuperar a compostura. O coração ainda batia acelerado, mas o seu rosto agora exibia a mesma expressão de sempre, quase apática, como se nada tivesse acontecido. Quando empurrou a porta do laboratório, Natalia ergueu os olhos do microscópio, fixando-o com ansiedade.

Natalia: Então... conseguiste? 

Walker: Foi estranhamente fácil, mas sim consegui. Nunca mais faças algo desse tipo. 

Natalia: Anotado. 

Walker: Bem... já bateu a minha hora eu vou andando. 

Natalia: Eu também vou... muito obrigado por me teres ajudado Tony. 

Walker: Tá tudo bem... olha sabes se dá para alugar um carro aqui nesta instalação? 

Natalia: Como assim? 

Walker: O meu carro está no mecânico. Eu vim de taxi, pedi para ele me deixar a 5 quilómetros de distancia da instalação e depois vim a andar. 

Natalia: Credo que horror! Olha para alugares um carro tens que pedir 24 hora antes. 

Walker: Que merda. 

Natalia: Eu posso te levar. 

Walker: A sério? 

Natalia: Seria o mínimo que eu podia fazer depois de me teres ajudado tanto. 

Walker: Obrigado Natalia.  

Após encerrarem os trabalhos, organizaram cada detalhe do laboratório. Frascos etiquetados, papéis arquivados, instrumentos limpos. A disciplina da rotina científica servia como um disfarce perfeito para o que havia acontecido minutos antes, como se o ato de queimar as criaturas pudesse ser apagado também pela ordem meticulosa. Quando tudo estava em seu devido lugar, apagaram as luzes, o laboratório mergulhou numa penumbra silenciosa, e a porta foi trancada com o estalo seco da fechadura. Enquanto deixavam o setor, novos cientistas surgiam pelos corredores, carregando pranchetas, caixas e tubos. O movimento constante, mesmo àquela hora, deixava evidente que a fundação nunca dormia. O relógio do mundo exterior parecia não ter valor ali dentro: o trabalho era contínuo, vinte e quatro horas por dia. Cada rosto trazia concentração absoluta, indiferente ao par que se retirava discretamente da instalação. Walker e Natalia seguiram juntos até o estacionamento subterrâneo, um espaço amplo, de paredes reforçadas, onde os faróis de diversos veículos se acendiam e apagavam como vaga-lumes metálicos. Entraram no carro dela, o som do motor abafado ecoando contra o concreto. Não seguiram pela saída principal, mas por uma passagem subterrânea longa e sinuosa, construída com o propósito de manter a existência da fundação invisível ao olhar civil. O trajeto subia em rampas suaves até desembocar diretamente na estrada, onde apenas o vento da noite e os guardas invisíveis, espalhados num raio de seis quilômetros, testemunhavam a movimentação. Quando emergiram no asfalto, a lua cheia iluminava o caminho, prateando as copas das árvores que margeavam a estrada. Os faróis do carro abriam um túnel de luz na escuridão, misturando-se com o brilho frio da lua. O silêncio inicial deu lugar a risadas contidas, comentários leves, um alívio quase natural após as horas passadas em meio a protocolos e riscos. Ambos, apesar das diferenças, carregavam uma confiança mútua que só o trabalho dentro da fundação podia construir. A conversa, no entanto, logo tomou um rumo mais íntimo. Entre as risadas, o assunto derivou para a gravidez da esposa de Walker, para o futuro incerto que se aproximava e o impacto que isso teria não apenas na sua vida, mas também na de Natalia. Havia uma franqueza rara naquele diálogo, como se a estrada solitária, iluminada apenas pela lua, permitisse que máscaras caíssem. O ar frio da noite entrava pela fresta da janela, misturando-se com o calor de uma amizade genuína, que os dois, no fundo, sabiam que já existia há muito tempo.

 .....

Natalia: Por exemplo se hoje não estivesses cá eu se calhar amanhã seria morta. 

Walker: Isso foi apenas um erro inocente... todos cometemos erros, é isso que nos torna humanos... porra agora mandei bem. 

Natalia: Han? 

Walker: Essa eu roubei do Ziv. 

Natalia: Quem é Ziv? 

Walker: Esquece... 

..... 

Conversa vem conversa vai até que eles chegam na calçada da casa de Walker. 

.... 

Natalia: Muito bem, chegamos. 

Walker: É... chegamos... olha Natalia peço desculpa por ter gritado contigo antes. 

Natalia: Não..não, eu é que peço desculpa por ter feito algo tão estupido. 

Walker: O que tu fizeste não foi estupido, foi genial mas perigoso para ti mesma. 

Natalia: Obrigado Tony... 

Eles dão um abraço. 

Walker: Bem eu vou indo... 

Natalia: Até amanhã Tony. 

Quando Walker ia abrir a porta do carro um bastão quebra a janela da sua porta e o acerta na testa, abrindo um corte e espalhando vidro por todo o carro. Natalia pega um susto e do seu lado acontece os mesmo, mas ela consegue de desviar antes que a acertasse. Um homem abre a porta do lado de Walker e o puxa para fora. O homem tinha uma mascara preta e um símbolo da Doença no peito. Do outro lado outro homem abre a porta de Natalia e a agarra. Ele tenta-se defender mas o homem aplica um mata leão nela. Natalia começa a ficar sem ar e a sua pele da cara começa a ficar roxa. Os olhos de Natalia começam a revirar e ele começa a perder a vida. Foi quando ela pegou num caco de vidro ,que estava no banco do carro, e espeta na perna do agressor. 

Agente da Doença: ( Grita de dor ) 

Natalia consegue sair o mata leão e corre para ajudar Walker mas um terceiro agente aparece na sua frente e disfere um golpe com o taco de metal no pescoço da cientista. Natalia cai morta com o pescoço partido. Os agentes da doença levam os dois para dentro de uma carrinha preta e vão embora. Walker estava completamente atordoado e tonto e mal conseguia perceber o que se estava a passar, sangue escorria pela sua testa e após alguns segundos ele desmaia de vez .A carrinha preta cortava a estrada sem emitir mais do que o rugido grave do motor. O interior estava mergulhado em sombras, abafado e pesado, com um ar carregado que parecia prender a respiração de quem estivesse ali dentro. Walker permanecia desacordado, o rosto sujo de sangue seco e suor frio escorrendo pelas têmporas. Ao seu lado, no porta-malas, o corpo sem vida de Natalia estava rigidamente deitado, o pescoço partido em um ângulo impossível. O cheiro metálico do sangue misturava-se ao do couro do veículo, criando uma atmosfera sufocante, quase nauseante. Dois agentes da Doença sentavam-se próximos, firmes e silenciosos, mantendo vigilância sobre o prisioneiro e certificando-se de que nada saísse fora do previsto. A carrinha avançava por estradas tortuosas e mal iluminadas, em um trajeto que parecia interminável. Cada solavanco e curva acentuava a sensação de claustrofobia, enquanto Walker permanecia inconsciente, seu corpo tonto e pesado, incapaz de reagir ao horror silencioso ao seu redor. Duas horas se passaram nesse silêncio mortal. Finalmente, a carrinha parou diante de uma construção de aparência industrial, blindada e parcialmente escondida. Os agentes abriram as portas traseiras e cuidadosamente retiraram Walker do banco, mantendo-o desacordado e vulnerável. O corpo de Natalia permanecia dentro do porta-malas, inerte e sem vida, como um lembrete silencioso da violência que os havia alcançado. A rampa que levava para o subterrâneo da instalação exalava um frio úmido e um cheiro metálico mais intenso, prenunciando a natureza sombria do lugar. O ar carregado da carrinha deu lugar ao silêncio profundo da instalação subterrânea, onde cada som ecoava com uma sensação de ameaça iminente. Walker continuava inconsciente, à mercê dos agentes, prestes a ser introduzido em um pesadelo que ele ainda não compreendia. Dois agentes abrem as portas traseiras da carrinha, onde Walker e o corpo de Natalia estavam. Walker ainda estava desmaiado. 

Agente1: Será que está morto? 

Agente2: Nah... está apenas a tira uma soneca.... Hehehe.

Um dos agentes pega um balde de água fria a joga em cima de Walker, que acorda assustado e ainda meio desnorteado. 

Agente2: Bom dia princesa. 

Walker olha para o seu lado e vê o corpo de Natalia estirado e sem vida. 

Walker: Não...não... QUE MERDA É QUE VOCÊS FIZERAM?  

Agente2: Foi apenas auto defesa, ela cravou um caco de vidro num dos nossos colegas, coitado deve ter doido para cacete, na verdade eu não estou nem aí... mas vá chega de conversa! Está na hora de levantar da cama. 

Walker: Seus desgraçados... vão pagar pelo que fizeram. 

Agente2: Acho que não. 

Os dois agentes da Doença seguravam Walker firmemente pelos braços, forçando-o a se mover enquanto ele tentava lutar, mas sua força era insuficiente contra a brutalidade e o treino deles. Cada passo que dava parecia um esforço sobre-humano; suas pernas tremiam e ameaçavam ceder a qualquer momento. O orgulho e a raiva explodiam dentro dele, misturados com um sentimento profundo de vergonha por ter sido capturado por uma organização inimiga. A adrenalina corria em seu corpo, mas a sensação de impotência só aumentava a frustração. Conforme eram conduzidos pelos corredores da instalação subterrânea, luzes frias e fluorescentes iluminavam paredes metálicas e pisos lisos. Agentes e cientistas da Doença os observavam de alcovas e salas laterais, alguns apenas espiando com curiosidade, outros com olhares carregados de desprezo e escárnio. Alguns até se aproximavam para zombar diretamente de Walker, comentando sobre sua captura e ridicularizando a situação. Cada risada, cada olhar de nojo, parecia um soco que o fazia se encolher por dentro. Quando suas pernas finalmente não suportaram mais o peso do próprio corpo, Walker caiu em um joelho trêmulo. Sem paciência ou compaixão, os agentes da Doença simplesmente o arrastaram pelos corredores, seu corpo golpeando o chão frio e metálico a cada passo. O arrastar ecoava pelo subterrâneo, reverberando pelas paredes e salas vazias, tornando a situação ainda mais humilhante. Walker sentia cada golpe como se estivesse perfurando sua dignidade, sua mente fervendo entre a raiva, a vergonha e o medo do que ainda estava por vir. O ambiente era hostil, frio e impessoal, cada detalhe parecia projetado para esmagar não apenas fisicamente, mas psicologicamente, qualquer resistência que o prisioneiro pudesse oferecer. Walker sabia que estava totalmente à mercê deles e que, naquele labirinto de corredores subterrâneos, sua liberdade estava completamente perdida.

Walker: Se vocês acham que eu vou revelar algum segredo da fundação é melhor me matarem logo porque eu não vou falar nada... 

Agente1: Cala um pouco a boca, quem vai decidir o que vamos fazer contigo é o Doctor Mark.  

A cara de Walker logo mudou de expressão e o medo tomou conta do seu corpo. O coração batia rápido demais, como se fosse rasgar o seu peito, e um frio intenso percorreu a sua espinha. Ele sabia que Doctor Mark não o iria simplesmente matar. A morte, para Mark, era apenas uma saída preguiçosa. O verdadeiro destino das suas vítimas sempre ia além, sempre passava pelo limiar do que qualquer ser humano seria capaz de suportar. Walker recordava os rumores que corriam nos corredores mais silenciosos da fundação. Fotos interditas, relatos sussurrados, cadáveres que não pareciam mais cadáveres, mas amalgamas vivas por tempo suficiente para sofrer. Mark não tirava vidas, ele as transformava em abominações, estendendo a dor até que a própria identidade fosse diluída em algo irreconhecível. Cada fibra do corpo de Walker gritava em desespero. Ele sentia as pernas pesadas, como se o chão tivesse dobrado a gravidade, e as mãos tremiam com uma mistura de raiva impotente e pânico. A mente, antes afiada e disciplinada, buscava freneticamente uma saída, qualquer possibilidade de escapar do destino que sabia estar reservado. Mas no fundo, no recanto mais escuro da sua consciência, uma verdade cruel se impunha. Mark já o havia escolhido.

Walker: Não...não vocês não podem fazer isto comigo... tudo menos aquele homem, por favor eu imploro. 

Agente2: Olha ele... já se está cagando de medo e ainda nem começamos. 

Após uma longa e exaustiva caminhada pelos corredores frios e sem janelas da instalação, os agentes finalmente pararam diante de uma pesada porta de metal. Sem uma palavra, eles o empurraram para dentro da sala, o fazendo tropeçar levemente no chão duro e frio. A porta se fechou com um estrondo surdo, o eco ressoando pelo espaço amplo e escuro. Um silêncio absoluto tomou conta do ambiente, interrompido apenas pelo leve som da respiração de Walker, pesada e irregular, e pelo seu coração que batia descompassado. A escuridão era quase total, e a sensação de isolamento o atingiu de imediato. As paredes metálicas refletiam apenas sombras difusas, e o ar tinha um cheiro frio e quase químico, impregnado da austeridade da instalação. Cada som parecia amplificado: o gotejar de algum líquido distante, o estalar ocasional do piso, o próprio eco de sua respiração. Walker sentiu o peso esmagador da solidão não apenas físico, mas psicológico como se o mundo inteiro tivesse desaparecido, deixando-o preso naquele espaço sombrio. Com os agentes finalmente indo embora, o silêncio tornou-se quase palpável, pressionando sua mente. Os pensamentos de Walker começaram a se atropelar: raiva por ter sido capturado, medo do que ainda estava por vir, culpa por não ter conseguido proteger Natalia e vergonha de sua própria vulnerabilidade. Cada memória, cada decisão, cada falha parecia agora refletida nas paredes frias da sala, como se o espaço estivesse amplificando sua própria consciência. Sentado ou encostado contra o chão metálico, Walker percebeu o quão sozinho estava. Não havia ninguém para ajudá-lo, ninguém para consolá-lo apenas ele e seus pensamentos, os quais agora se tornavam tanto uma prisão quanto uma arma contra si mesmo. O tempo parecia esticar, e cada segundo na escuridão era uma eternidade, forçando-o a encarar não apenas a situação em que se encontrava, mas também o medo crescente de que talvez não houvesse saída. 

Walker  *Eu tenho que sair daqui, se o Mark chegar eu estou condenado a algo pior que a morte.... pensa Walker pesna... 

Walker se levanta e começa a investigar o lugar, mas para o seu azar a sala era muito simples, tinha uma correntes presas na parede uma janela com grades e a porta de metal que eles haviam trancado. 

Walker: Pensa... como é que eu posso sair? 

Foi então que alguém abriu a porta, era Mark ainda com a bata cheia de sangue seco dos seus outros experimentos. Walker assim que o vê congela de medo. 

Doctor Mark: Boa noite senhor Walker. Como está se sentindo? 

Walker: Doc-doctor Mark... 

Doctor Mark: Em carne e osso. Então aqueles idiotas trataram-te bem? 

Walker: Eu sei... eu sei que somos de organizações rivais mas por favor... eu juro que eu ia-me desfazer dessa vida. 

Doctor Mark: Calma garoto... estamos só conversando, afinal eu foi o único que te perguntou como é que te estavas a sentir...olha eu até tenho uma coisinha para ti. 

Doctor Mark tira uma garrafa de água de plástico e a joga em Walker. 

Doctor Mark: Pega! 

Walker pega a garrafa e mesmo tremendo de medo ele bebe a água toda de uma só vez. 

Walker: Porque que estás a fazer isto? 

Doctor Mark aproxima-se de Walker. 

Doctor Mark: Somos amigos... eu não te machuquei pois não? 

Walker: Bem eu- 

Doctor Mark aproveita que Walker ia falar alguma coisa e injeta algo no seu pescoço. 

Doctor Mark: Dorme bem amigo... amanhã brincamos mais um pouco. 

Walker caiu no chão, inconsciente, como um boneco sem forças. O mundo apagou-se para ele, e o silêncio pesado da escuridão o envolveu por horas. Quando abriu os olhos novamente, já era manhã. A primeira coisa que sentiu foi o frio metálico das correntes apertando-lhe os pulsos e tornozelos. Estava suspenso parcialmente, preso numa posição desconfortável. A sala era escura, iluminada apenas por lâmpadas fluorescentes presas ao teto, que piscavam de tempos em tempos, lançando sombras instáveis sobre as paredes de cimento cru. O cheiro de ferro e químicos queimava lhe as narinas. E então, percebeu. Sua barriga estava aberta. Walker baixou o olhar e quase não acreditou no que via. O abdômen encontrava-se rasgado de alto a baixo, costelas expostas, órgãos parcialmente visíveis. Mas não havia sangue a escorrer em abundância, não como deveria. O corte estava limpo demais, como se mantido artificialmente aberto, os tecidos segurados por ganchos metálicos que se prendiam às bordas da pele. O que deveria ser dor lancinante… era apenas um desconforto enorme, uma pressão constante, como se algo dentro dele não estivesse no lugar. À sua frente, Doctor Mark trabalhava calmamente. Vestia um avental cirúrgico salpicado de manchas secas e recentes, uma máscara torta cobrindo metade do rosto, e luvas cirúrgicas que tilintavam de instrumentos a cada movimento. Sua frieza era quase inumana: mexia dentro do corpo de Walker como quem remexe em uma máquina quebrada, puxando, injetando, costurando, cortando.

Doctor Mark: Então campeão acordaste? Não faz mal... eu só vou demorar mais uns 30 minutos. Aproveita a massagem. 

 Ele segurava uma seringa de vidro preenchida com um líquido esverdeado que borbulhava levemente, como se estivesse vivo. Sem hesitar, cravou-a diretamente nos tecidos internos de Walker, liberando a substância. Logo em seguida, outra seringa , esta com um líquido escuro, quase negro, que parecia se mover por conta própria, foi injetada no fígado. Walker queria gritar, reagir, mas sua voz não saía. O peito apenas arfava, e os olhos se arregalavam em choque. Não havia dor, não no sentido comum. Era pior. Ele sentia cada invasão como uma estranheza absurda, uma sensação de que o corpo já não lhe pertencia, de que algo se infiltrava nele, transformando-o lentamente em outra coisa. Walker tentou falar, mas só conseguiu emitir um ruído rouco, um sopro sem força. O desconforto dentro de si crescia, como se suas entranhas estivessem se mexendo sozinhas.

Walker: Mas que...? 

Doctor Mark: Vou te tornar numa obra prima, não te preocupes. 

Mark coloca uma lacraia viva dentro do corpo de Walker e depois injeta-o com outra substância. Walker estava muito fraco e as correntes não o permitia mover. Uma cortina azul estava atrás dois para não permitir que outros agentes e cientistas vissem o que se estava a passar e ao lado de Mark tinha uma mesa com várias ferramentas. 

Após meia hora Mark fecha a barriga de Walker, mas não o liberta das correntes. Mark vai embora e leva consigo todos os seus utensílios. 

Walker  passa horas e horas a chorar sem parar. Mas foi quando a anestesia passou o que verdadeiro terror começou. As dores vieram e Walker sentia as mutações a desfigurarem seu corpo. Após algumas horas um agente entra na sala e dá de comer a Walker. A comida era amarga e nojenta mas Walker estava a morrer de fome e acabou por comer tudo. O agente vai embora e Walker volta a ficar sozinho na escuridão. Quando a noite chegou Mark também voltou a visitar Walker que já nem se importava com a sua presença até porque ele estava quase cego e nem percebia quem havia chegado. 

Walker: Por...favor.... quem for que esteja aí... por favor dê um tiro na minha testa. 

Doctor Mark: Eu já mais faria isso com um amigo. 

Uma lagrima escorre do olho de Walker. Doctor Mark responde a sua tristeza com um beijo ne testa. 

Doctor Mark: Não chores, estamos apenas a divertirmo-nos juntos. 

Mark volta injetar Walker, que volta a perder a consciência e o ciclo se repete. Durante 3 meses Walker foi sendo torturado dia após dia e sempre que a anestesia passava ele sentia as piores dores da sua vida. Walker tornou-se cego e os seus outros sentidos se aprimoraram. Aos poucos ele ia sentindo as mutações no seu corpo e a sua sanidade foi acabando. O coitado já nem falava e mal comia. Doctor Mark visitava o todos os dia ao mesmo horário, o cientista entrava sempre na sala com um grande sorriso no seu rosto e sempre pronto para modificar ainda mais o corpo de Walker. Tony foi deixando de ser humano pouco a pouco e características horrendas foram surgindo pelo seu corpo.  Três meses haviam se passado desde a primeira vez que acordou nas mãos de Doctor Mark. Nesse tempo, Walker deixou de ser um humano. Aos poucos, as injeções, os cortes e os líquidos anômalos que lhe enchiam o corpo foram moldando uma nova criatura. Seus músculos, antes atrofiados pelo cativeiro, haviam crescido de forma irregular, criando uma simetria bizarra que o tornava ao mesmo tempo mais forte e mais monstruoso. Uma cauda ossuda e recoberta de tecido rígido, como uma extensão da própria coluna, surgira ao longo das semanas, e agora se movia com vontade própria, serpenteando no ar sempre que Walker ficava agitado. Mark já não aparecia. Talvez por ter perdido o interesse, talvez por saber que a criatura estava "pronta". O único contato humano era o de um agente que, em silêncio e com evidente nojo, deixava-lhe comida uma vez por dia. Walker já quase não comia. Não precisava tanto quanto antes. Seu corpo parecia nutrir-se de outras formas. Mas algo dentro dele havia mudado. Sua visão havia se perdido por completo, um dos olhos estava tapado por uma camada de pele enquanto o outro apanhou cegaria devido aos químicos. Seu olfato captava cada partícula do ar suor, metal, mofo. E sua força… era absurda. As correntes que antes pareciam inquebráveis já não passavam de um incômodo. Com um puxão seco, os ferros que prendiam seus pulsos e tornozelos se partiram, soltando faíscas. As correntes estalaram contra o chão de cimento. Em vez de fugir, ele trepou pela parede como se seus membros tivessem sido feitos para isso. Seus dedos se cravavam no concreto, sustentando-o com facilidade. Em instantes, estava no teto, o corpo colado como uma aranha monstruosa. Seus olhos, brilhando num vermelho fosco, permaneceram fixos na porta de metal. Ele esperaria. Esperaria pelo agente que viria trazer a refeição. Mas, dessa vez, não seria comida que entraria naquela sala. O horário do almoço se aproximava e um agente da doença trazia a sua comida como do costume mas ao abrir ao destrancar a porta de metal e entrar dentro da sala ele percebe que Walker já não estava mais lá. O agente deixa a comida cair e quando ia pegar no rádio Walker puxa o para cima e começa a desfigurar o agente da Doença, sangue é derramado e a pele do rosto do agente é completamente arrancada fora. Walker larga o agente, que cai morto no chão. Walker sai da sala e ataca o primeiro cientista que houve pela frente. O cientista estava a andar pelo corredor mesmo em frente da sala onde haviam prendido Walker, então era normal que ele fosse logo o primeiro. O cientista ao ver Walker pega um susto, mas não tem tempo nem para gritar, já que Walker com apenas um golpe rasga o pescoço do cientista, pintando as paredes de vermelho. Outros cientistas que estavam a passar assustam-se e ou gritam ou correm, Walker mata cada um deles da forma mais brutal. Não demorou muito para que os agentes de contenção fossem acionados. Os agentes rodeavam Walker pelos corredores e os mesmos não perdiam tempo e assim que o viam disparavam, mas a pele de Walker agora era que nem aço. Eram 25 agentes incluindo aqueles dois que capturaram o Walker e a Natalia. Walker queria sangue e com as suas próprias mãos ele rasgava a carne de todos que Rodeavam. Um agente disparava ao longe mas com sua cauda afiada, Walker cortava a parte de cima de sua cabeça.

Agente2: Que merda é essa? 

Agente1: Deve ser mais um dos experimentos do Doctor Mark. 

As balas voam mas pouco ou nada afetavam Walker, que com a sua cauda divide três agentes ao meio de uma só vez. Walker começa o massacre, uns ele arranca a cabeça, outros ele rasga a barriga ou até mesmo perfura o coração.  JF-48 era uma criatura que procurava apenas fazer um grande massacre. O reflexo de Walker passava pelas viseiras dos capacetes dos agentes antes mesmo de serem mortos por ele. As garras, cauda e dentes de Walker massacravam todos no seu caminho. Walker trepava na parede e da parede ele ia para o teto. Walker agarra um agente pelo o pescoço, enquanto ainda estava pendorado na parede, e em seguida ele aperta com tanta força que literalmente explode o pescoço do soldado da Doença. JF-48 pula na direção de outro agente, fazendo-o cair no chão e em seguida Walker começa a arranhar a região abdominal do soldado. A barriga do agente foi completamente dilacerada por Walker, que puxava os órgãos do homem para fora.  

Agente2: Temos que sair daqui! 

Agente1: A nossa missão é conter a ameaça. 

Agente2: Eu já me estou é a cagar para a missão eu não quero é morrer.  

O agente 2 corre em direção do estacionamento, enquanto o agente 1 fica para trás e tentava conter Walker, mas nada mudou pois após alguns segundos JF-48 pulou na direção de agente 1 e agarra-o pelos ombros. A criatura olha nos olhos do agente, através da viseira do capacete e de seguida abre a sua boca e logo depois dá uma grande mordida na cabeça do agente. A cabeça dele fica completamente desfigurada com a mordida de Walker. O agente 2 corre até ao estacionamento e enquanto fugia ele ouvia os tiros e os gritos dos seus colegas. Foi então que pouco a pouco tudo ia parando, tanto os gritos como as balas. Ele abre a porta que dava para o estacionamento. Walker havia acabado de eliminar por completo aquela equipa de agentes, e ele estava apenas parado ao lado dos corpos. O som que agente2  fez ao abrir chamou a atenção de Walker. Mesmo estando bastante longe Walker ouviu o abrir e o bater das portas. Walker vira a cabeça em direção ao barulho e solta uma espécie de grito destorcido. Enquanto isso o agente tenta pegar as suas chaves do carro que estavam no seu bolso. O agente corria até ouvir as portas que davam para o estacionamento voltarem a abrir, era Walker que agora o caçava dentro do estacionamento. O agente anda bem lentamente e evitando fazer qualquer tipo de barulho. Walker lança mais um daqueles gritos como forma de eco localização. O agente avista o seu carro ao longe e continua a andar muito lentamente. Enquanto isso Walker procura por qualquer tipo de som para poder atacar. O agente após andar silenciosamente por algum tempo ele chega no seu carro, mas Walker estava muito perto, ele teria que ser muito cuidadoso. O agente tenta-se acalmar e coloca as chaves no carro e o destranca mas ao abrir a porta o som de " click " chama a atenção de Walker, que se lança em direção do agente. Walker dispara tão rapidamente que ao atingir o agente faz com que as costelas do homem fossem partidas e ele solta um grito de dor. Walker agarra-o pelo pescoço e morde uma das suas bochechas e arranca um pedaço deixando o osso da bochecha a mostra. O sangue começa a escorrer pelo rosto do agente. 

Agente2: (grita de dor) 

Walker mergulhou sobre o agente com um instinto bestial. Seus dentes, pontiagudos e desiguais, cravaram-se na carne do rosto da vítima. O grito abafado do homem ecoou por apenas alguns segundos antes de se transformar em um gorgolejo sufocado, enquanto pedaços de pele e músculo eram dilacerados com violência. O sangue respingava pelo chão, pintando a boca de Walker de vermelho vivo, como se fosse uma criança faminta devorando uma fruta madura demais. Mas ele não parou no rosto. Os dentes afundaram no pescoço, no peito, nos braços, rasgando a carne em bocados brutais, mastigando sem piedade. Ossos estalavam, tendões se rompiam e o cheiro metálico do sangue misturava-se com o calor nauseante da carne rasgada. O corpo do agente deixou de ser humano em poucos minutos, reduzido a uma carcaça indistinta, esvaziada pela fome insaciável de Walker. Foi então que um estrondo cortou o ar — o chiado de energia comprimida. Uma descarga elétrica colossal atingiu Walker pelas costas. Seu corpo inteiro se arqueou violentamente, os músculos contraindo-se de forma grotesca, como se fios invisíveis o puxassem em direções contrárias. Um grito animalesco escapou de sua garganta, misturado com o cheiro acre de carne queimada. O ar se encheu de fumaça e ozônio, o som de faíscas crepitando ao redor. Walker ainda tentou se mover, os olhos cheios de ódio e dor, mas outro disparo atravessou suas costas. Dessa vez ele caiu de joelhos, espuma misturada a sangue escorrendo pela boca, até que finalmente desabou no chão, inerte. Atrás dele, emergindo da escuridão com a calma cruel de quem saboreia o espetáculo, estava Doctor Mark. Ele segurava uma arma estranha, envolta em tubos e bobinas que ainda zumbiam de energia. Os canos exalavam fumaça azulada. A arma em suas mãos era uma modificação letal, projetada para disparar descargas tão intensas que poderiam reduzir um ser humano comum a cinzas em segundos.

 Doctor Mark: Não me digas que já te querias ir embora. Ainda tenho muito guardado para ti. 



  


Notas: JF-48 é mais um que passou pelos experimentos de Doctor Mark. Tony Walker passou por momentos de intenso desespero e agonia enquanto sentia o seu corpo lentamente se transformar numa criatura feroz. Walker consegui escapar antes que todo o experimento acabasse pois ele ainda manteve 85% do seu corpo com DNA humano e os experimentos de Doctor Mark acabam quando a vitima fica com 50% de DNA humano e 50% DNA de outra coisa ( normalmente um animal ). A pele na cabeça de Walker acabou ficar mais fina contudo uma camada extra de pele acabou por crescer e tapar um dos olhos de JF-40. Infelizmente Walker acabou por ficar cego dos dois olhos mas por outro lado todos os seus outros sentidos se aprimoraram. Walker se transformou numa maquina de matar que ataca tudo o que ouve e utiliza a sua nova cauda como arma para retalhar os seus alvos. Balas não atravessam a pele da criatura e apenas descargas elétricas de alta voltagem conseguem atordoar a criatura contudo com base nos últimos testes realizados no JF-48 notou-se que a mesma começou a se adaptar lentamente a eletricidade e é provável que um dia ele se torne imune. Gases com capacidades de sedação não tem efeito e agulhas não atravessam a sua pele. A fundação enviou uma carta para a família de Tony Walker passando-se pela suposta empresa onde Tony trabalhava, na carta a fundação criou uma narrativa falsa onde supostamente Tony Walker tinha sido atingido por uma explosão no local de trabalho por conta de um cano que estourou e começou a liberar gás. A família indignada pela negligencia da suposta empresa falsa, processou a mesma. A fundação não viu problema em pagar a indenização e o caso foi encerrado ali e até aos dias de hoje a família e amigos de Tony Walker acreditam que ele morreu numa explosão. Certo dia um contentor  misterioso foi deixado por um caminhão misterioso  a 5 quilômetros de uma instalação da fundação. Os Agentes não puderam impedir já que o caminhão não ultrapassou o limite de 5 quilômetros. Após descarregar o contentor de aço o caminhão partiu para longe e os agentes informaram aos seus superiores acerca do ocorrido e uma equipa de especialistas foram enviados pra o local com dispositivos capazes de permitirem ver o que tinha dentro do contentor. Assim que perceberam que era uma criatura os agentes receberam ordens para levar o contentor para dentro do raio de 5 quilômetros contudo o contentor não foi levado para dentro da instalação. Ele foi coloca num espaço ao exterior durante 5 dias pois os cientistas não sabiam quais eram as habilidades anômalas da criatura e para não correr o risco de causar fatalidades dentro da instalação o contentor foi isolado. Após os 5 dias a criatura foi levada para dentro da instalação e colocada dentro de uma cela de contenção ajustada a medida para ela. Após vasculharem o contentor os agentes encontram um bilhete escrito a mão. O bilhete dizia que era um presente de Doctor Mark para a fundação Juizo Final e que era para a fundação matar saudades com o seu tão amado cientista Tony Walker.     

Relatório: Código de Registro: JF-48 – "Tony Walker"

Classificação: Hostil – Nível de Ameaça 4
Status Atual: Contido – Alta segurança

1. Sumário

JF-48 é o resultado de um experimento conduzido por JF-5 (Doctor Mark), que interrompeu o processo antes do estágio final de mutação, deixando a entidade com cerca de 85% de DNA humano. A vítima original, Tony Walker, era um cientista da Fundação Juízo Final que foi sequestrado pela organização criminosa A Doença. A transformação resultou em cegueira total, mas aprimoramento significativo dos outros sentidos, além do desenvolvimento de uma cauda predatória e resistência extrema a métodos convencionais de contenção.

2. Alterações Fisiológicas e Capacidades

  • Cegueira total devido ao crescimento de uma camada extra de pele sobre os olhos.

  • Aprimoramento sensorial: audição, olfato e tato extremamente aguçados.

  • Cauda como arma: utilizada para cortes e golpes de alta letalidade.

  • Pele altamente resistente: impenetrável a projéteis comuns e agulhas.

  • Resistência química: gases sedativos sem efeito.

  • Vulnerabilidade parcial: apenas descargas elétricas de alta voltagem causam atordoamento temporário.

  • Adaptação observada: resistência crescente à eletricidade, com risco de imunidade futura.

3. Ocultação da Identidade

  • A Fundação enviou carta falsa à família de Tony Walker, alegando que ele havia morrido em explosão acidental no trabalho.

  • Indenização paga para encerrar ação judicial.

  • Familiares e amigos permanecem acreditando na versão oficial de morte.

4. Incidente do Contentor

  • Local: 5 km da instalação da Fundação.

  • Transporte: caminhão não identificado deixou contentor de aço e se retirou antes de violar perímetro autorizado.

  • Procedimento inicial:

    • Contentor mantido isolado ao ar livre por 5 dias para avaliação de risco.

    • Inspeção remota confirmou presença de criatura viva.

  • Mensagem encontrada: bilhete manuscrito informando que a criatura era "um presente" de Doctor Mark para a Fundação, referindo-se a Tony Walker.

5. Contenção

  • Após avaliação, JF-48 foi transferido para cela especialmente projetada.

  • Restrições: sistema de vigilância contínua, mecanismos de imobilização reforçados e protocolos de choque elétrico de emergência.

  • Atenção especial: monitorar sinais de imunidade total à eletricidade e adaptar protocolos caso necessário.

6. Avaliação de Ameaça

  • Nível de risco: elevado, principalmente em áreas confinadas onde possa usar sentidos aprimorados e cauda como vantagem tática.

  • Recomendações:

    • Atualizar armamento não letal com alternativas ao choque elétrico.

    • Proibir qualquer interação de voz desnecessária dentro do raio de audição da criatura.

    • Monitorar de perto possíveis tentativas da organização A Doença de recuperar o espécime.

Relator: Agente Victor R. Kael
Autorização: Diretora Regional Naomi Tachibana

Contenção: Área de Contenção: Bloco S-C7 (Subsolo da Base 09 – Fundação Juízo Final)

 Estrutura da Cela de Contenção (Código: S-C7-06)

Dimensões:

  • Área: 9m x 9m

  • Altura: 6m

Composição Estrutural:

  • Paredes: Ligas de titânio reforçado com matriz interna de aço tungstênio e inserções de prata sólida nas bordas.

  • Piso: Piso suspenso com amortecedores hidráulicos – absorve vibrações para impedir localização por som.

  • Teto: Painel reforçado com armadilhas térmicas e trilhos automatizados para liberação de gás paralisante.

Ambiente Controlado:

  • Iluminação: Totalmente apagada. A cela é mantida em escuridão absoluta (a criatura não depende da visão, e o escuro impede registro externo visual da cela).

  • Temperatura: Estável em 4°C – reduz mobilidade dos tecidos centopeicos.

  • Isolamento acústico de tripla camada em todas as direções.

Equipamentos Internos:

  • Emissores de ruído branco e pulsos sonoros falsos, ativados de forma aleatória para confundir a percepção auditiva.

  • Dispensadores de dardos de prata de impacto não-letal embutidos nas paredes (acionamento remoto).

  • Braços mecânicos de titânio embutidos no teto para manipulação de alimentos e coleta de resíduos.

 Protocolo de Alimentação:

  • Frequência: A cada 72 horas

  • Dieta: Carne bovina crua de alta densidade, com suplemento sonífero diluído

  • Entrega: Por eixo de gaveta selada automatizada, com liberação de ruído branco simultâneo para distração sensorial

Plano de Contenção Ativo – Protocolo "Cegueira Silenciosa"

Regras Gerais:

  1. Nenhum funcionário deve entrar fisicamente na cela — todas as interações são remotas.

  2. Operações de manutenção ocorrem apenas após sedação química confirmada.

  3. Qualquer ruído emitido próximo à cela deve ser mascarado por camadas de interferência sonora.

Restrições Ambientais:

  • Proibido carregar rádios, alarmes ou dispositivos com sons audíveis dentro do Bloco S-C7.

  • Todo o trajeto de acesso à cela deve ser revestido com placas absorventes acústicas e coberto por sensores sísmicos.

Procedimento de Emergência – "Silêncio Letal"

Se JF-48 escapar da cela:

  1. Selar imediatamente o Bloco S-C7 com portas pneumáticas de contenção reforçada.

  2. Ativar piso vibratório desorientador em todas as rotas de acesso (ondas de baixa frequência interferem na orientação da criatura).

  3. Equipe de resposta: Unidade Tática E-11 "Sussurradores"

    • Equipamento: Armas de impacto maciço (maciças e silenciosas), granadas de plasma retardado, armaduras com revestimento vibratório aleatório.

    • Comunicação via gestos ou luzes — nenhuma fala, nenhum som permitido.

  4. Encurralar a criatura com emissores de ondas supersônicas concentradas.

  5. Se contensão for impossível: autorizada liberação de gás neuroagressivo Classe B e incineração do setor.